domingo, 26 de agosto de 2012

Entrelinhas.

Dissonância do tempo e o céu é suave e brando lá fora. O dia nasce e se esvai, como a água de uma torneira aberta que escorre por entre os dedos e se perde... para nunca mais voltar. Por isso há momentos, pessoas e coisas que ficam... que são eternizadas, por sorrisos e expressões sutis, que permanecem perto, que provocam sensações ao serem lembradas. Sentimentos que desaguam em entrelinhas descobertas, agora é assim que me sinto. Isa.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Inconstância constante de ser.

São dois mundos sob o mesmo teto as mesmas paredes tecidas por desvendáveis cores em intrépidos segundos segundos em que você é, não é e pensa ou imagina ser. A calçada muda, mesmo ainda cinza desdobra-se ao tempo, como os que respiram. Tudo se modifica e isso desencadeia uma intrigante aventura entre duas razões, dois sentimentos ou mais, mas por mais egocêntrico que um indivíduo possa ser, ele nunca estará sozinho. Sou grito que ecoa e os lábios que se comprimem. Sou a poeta que também anseia por ser personagem, o abraço que cuida e que se embala no chuveiro. As interrogações, as turbulências que nos confrontam a cada dia faz simples parte do fato de existirmos, de nos desvendarmos sobre as vivências, de sentir-nos como melhor se quer ficar, ser, estar... é se dar a chance de se refazer, é entregar-se e não ser apenas um biotipo. Eu a tanto tempo no mesmo emprego, debruçando-me sobre os ponteiros logo cedo, os estudos, as obrigações - sou ciente de minhas certezas, mas também um mar de indagações, pois sou viva! Tenho entusiasmo e cansaço. Tenho um querer e um não querer que muda a cada segundo, pelo simples fato de este não ser mais o mesmo num piscar de olhos. Não sinto-me frágil, nem assim tão forte, um meio termo talvez caiba bem.. um equilíbrio ainda não alcançado, pois o aprendizado não se finaliza. A criança chora escondida atras da árvore, a criança que todos tem em si. O céu imenso que todos podem ser. Isabela da Cunha.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Movimento. Curvas e caminhos de pedra, o ar preso... você se sentindo perdida, como se estivesse em uma cápsula, a mercê do tempo. E que tempo? A chuva se misturava lá fora, estava em tudo, estava dentro de mim. Em fusão com o ar que me sufocava. Apenas alguns segundos e toda esta agonia evaporará. Apenas mais algumas gotas na roupa escura e terei o vislumbre do seu sorriso, meu calor. Isa. Agora, ouvindo NigthWish - "Ever Dream".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Momentos sobre mim.

Pés gelados, descalços, cobertos. Voando. Com o vento, uma nuvem, a lua no céu - um só coração. Ouça a canção, que soa e envolve. Aquece e transforma este ar frio que invade e repousa. Volte logo para mim. Gosto de ter seus dedos entrelaçados nos meus. O céu pincelou cores indescritíveis hoje, o inverno deixa ainda mais doce as paisagens... gosto de observar o tempo se transformar. Os segundos passam, as pegadas seguem e os pensamentos ultrapassam qualquer forma e lugar. Uma lágrima no contorno dos olhos, os lábios grossos que se calam inquietos ao virar as páginas.

terça-feira, 6 de março de 2012

Inconstância.



Canções ainda ressoam, suaves... como um leve toque que orquestra os pensamentos.
As horas perpassam o vento, que é ameno, se dissolve no calor que evapora das ruas. Uma onda tensa repousa nos músculos, o sono faz as pálpebras pesarem.
Tenho sede de mais tempo, de mais calma.
As horas se esgotando novamente, articulando movimentos.
Deixo a canção soar mais alto, mais uns minutos e terei seus olhos nos meus.
Flashs... palavras soltas, o ar preso.
Tem coisas que não se pode explicar... sensações, sentimentos. Sinta.
Não sei se consigo explicar também o egoísmo, tenho percebido tantas atrocidades, tanta sujeira entre as pessoas.
Um texto cheio de "por ques" me invade. Me invade e fica sem resposta.
Sartre já dizia, as escolhas são importantes.
Viva cada segundo.

Isa.

domingo, 27 de novembro de 2011

Três pensamentos.


Eu imagino os gostos
como um momento perdido no tempo
Eu sinto.
Eu os sinto - doces e salgados
cítricos... inusitados.
Sinto os gostos que fazem e não fazem parte de mim...

***

Eu observo as cores, as flores
os olhares que voam
O céu salpicado de nuvens
que é sol, sonhos e imensidão
O pensamento em você, sinto as horas
vivencio a distância imposta pelo tempo e peço para que os ponteiros corram...
Até o momento em que tudo para e gira ao mesmo tempo...

***

Vejo os passos, as histórias, a marca nas árvores
As flores, as pétalas e o perfume ao vento.
Eu vejo e sinto as histórias por todos os lados, nos olhares e lugares
em cada volume de tudo o que se pode imaginar
há apenas um único encontro:
o que une nosso ar em uma só substância, o AMOR.

***
Isa

Imagem: Persistence of memory, Salvador Dali, 1931 - Belíssima obra.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Eu.

Gosto de amarelo e vermelho. Gosto de azul. Gosto da cor dos seus olhos, negros e brilhantes como a noite.
Gosto do silêncio musical do nosso quarto. Gosto do tempo expresso e vento. Gosto do tédio incolor que dura um segundo e se esvai.
Gosto do verão que sinto chegar, apaixonante como cada amanhecer.

Isa